A presença do bacalhau na mesa durante a Sexta-Feira Santa não é apenas um costume gastronômico, mas uma tradição que atravessa séculos, carregada de significado religioso, cultural e afetivo.
A origem desse hábito está ligada ao cristianismo, que orienta a abstinência de carne vermelha nesse período como um gesto de reflexão e respeito. Em muitos países, especialmente aqueles com forte influência católica, o peixe passou a ocupar esse espaço, e foi o bacalhau que ganhou protagonismo.
Mas por que ele?
Historicamente, o bacalhau se tornou uma escolha prática e acessível. Por ser salgado e seco, ele podia ser conservado por longos períodos, o que facilitava seu transporte e armazenamento em épocas em que não existiam métodos modernos de refrigeração. Isso fez com que o alimento se popularizasse na Europa e, mais tarde, chegasse com força ao Brasil, especialmente pela influência portuguesa.
Com o tempo, o que começou como uma solução prática se transformou em tradição. O bacalhau deixou de ser apenas uma alternativa à carne e passou a representar um momento especial à mesa, reunindo famílias, despertando memórias e marcando uma data importante no calendário.
Hoje, mais do que seguir um costume religioso, servir bacalhau na Sexta-Feira Santa é celebrar a história por trás de cada receita, o cuidado no preparo e o prazer de compartilhar uma refeição cheia de significado.
No Mar del Plata, essa tradição ganha ainda mais sabor. Cada prato é preparado para valorizar a essência do bacalhau, respeitando suas origens e trazendo uma experiência que vai além do paladar.
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Por que o bacalhau é tradição na Sexta-Feira Santa?